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sexta-feira, 8 de julho de 2011

A adrenalina




“É mais fácil os céus e a terra desaparecerem do que cair daLei um traço”. Lc. 16.17

Você sempre quis saltar de pára-quedas, mas tinha muito medode tentar. Mas um dia você encontrou alguém que já havia saltado cem vezes, eessa pessoa o convenceu da segurança que é saltar de pára-quedas. Sendo umapessoa contagiante, ela lhe falou da liberdade de deslizar pelo ar… da descargade adrenalina… da sensação de alegria indescritível.


Você agora está na porta do avião, olhando para o solo láembaixo, muito, mas muito longe. Tudo foi verificado. Duplamente verificado.Você se lembra de um pensamento que sempre o ajuda nesses momentos de medo â?”pular de pára-quedas é mais seguro do que dirigir em uma auto-estrada. Ospára-quedas modernos são produzidos com tecnologia de ponta. Ainda por cima,existe o pára-quedas reserva. Entretanto, seu coração insiste em baterapreensivo.

De súbito, você salta! Você treinou tanto para este gloriosomomento e, instintivamente, abre as pernas e os braços. A velocidade da queda éincrível, assim como a força do ar que vem de encontro a você. É como um sonho.Você está desafiando a lei da gravidade, descendo pelos ares a quase 200 km/h!

O solo está ficando mais próximo. Toda sensação normal detempo é perdida. Velocidade, força do ar, alegria indescritível. Você confere oque diz o altímetro que carrega no pulso. Mais dez segundos e você puxará ocordão e sentirá o impacto do pára-quedas abrir-se. Tudo o que lhe disseram éverdade. A descarga de adrenalina não se compara a nada que você jamaissentira. Puxa, se pelo menos isso pudesse durar mais um pouco. De maneirarelutante, você puxa o cordão, ele abre o compartimento, mas você não sente osolavanco!

Você levanta sua cabeça para trás para ter uma visãohorrível: o pára-quedas se enrolou e balança como uma bandeirola. Seu coraçãodispara de pavor, explodindo em seu peito. Os olhos saltam de terror. Falta-lheo fôlego enquanto se esforça para puxar o ar. Você tenta não se desesperar eprocura lembrar o que aprendeu no treinamento… puxar o segundo cordão.

Nada acontece! Você puxa novamente. E puxa mais uma vez.Mais forte! Mais forte! Nada. Sua garganta solta um grito, um grito de pânico.O coração bate tão forte, que o peito parece estar a ponto de explodir. O suorescorre pelo corpo inteiro. Mil pensamentos invadem sua mente.-. A família! Odestino!… Mais seguro do que dirigir em uma auto-estrada!

Você sussurra: “Como fui tolo… achei que poderia desafiar alei da gravidade”.

Agora, uma lei implacável somente aguarda o momento doimpacto. O solo vai se aproximando de você… Palavras não podem descrever oterror que invade sua mente. Uma voz começa a falar com você. É a voz do bomsenso. A voz que você tanto ignorou: “Você bancou o tolo. Desperdiçou sua vida,a coisa mais preciosa que possuía, por causa de uma emoçãozinha barata. Vocêtrocou seus entes queridos por uma descarga de adrenalina. Que idiota… queidiota!”

Uma palavra basta para descrever tal estado emocional geradopor essa decisão. Uma palavra ecoa pelos recônditos de sua mente apavoradaenquanto o solo vai chegando cada vez mais perto, enquanto a morte se preparapara abraçá-lo. Uma palavra, uma palavra que você jamais tinha compreendidocompletamente até esse momento. A terrível palavra é remorso!

O mundo, a carne e o Diabo lhe sussurraram a idéia de que opecado era uma coisa agradável. Que Deus não se importa com o pecado. Deus éamor. E seguro pular nos braços da iniqüidade e abandonar-se numa queda livreem meio à vastidão.

Você foi onde os anjos não ousaram pisar. Mas valeu a pena.A adrenalina é tudo o que o pecado prometia. Você bebeu da iniqüidade como sebebe de um copo com água. Amou a escuridão. Sua consciência falou-lhe váriasvezes, repetidamente, mas você desprezou os avisos. Desafiou a Lei moral egostou muito de viver assim intensamente.

Só que agora você está diante do Juiz, no dia do juízo. Puxaseu primeiro cordão ao dizer a Deus que você é uma pessoa boa. Nada acontece. ALei moral vem de encontro a você. Em pânico, puxa o segundo cordão e diz a Deusque você acreditava nele. E outra vez nada acontece. Foi tudo em vão. Sua bocafica travada. A Lei moral vem de encontro a você ainda mais depressa,prometendo um impacto tão grande que o fará ser “reduzido a pó” (Lc. 20.18). Amorte e o inferno já se preparam para dar o abraço final em você. Um terrorindescritível lhe invade o coração. Sua consciência fala de maneira tão claraagora: “Como você foi tolo. Rejeitou a misericórdia de Deus em Jesus Cristo.Trocou seus queridos pelas delícias de um estilo de vida pecaminoso. Jogou forao seu bem mais precioso, a própria vida, pelo mero desafio do pecado. Queidiota!

De repente, você se pega olhando para o teto de seu quarto,ainda pronunciando a palavra em seus lábios secos: remorso! Os lençóis estãoensopados de suor. Era só um sonho. Você olha para fora da janela e vê o solrompendo através das árvores verdes. Era só um sonho! Já é de manhã. A manhã deum dia tranqüilo. Hoje, finalmente, você vai dar o seu salto de pára-quedas.Pela primeira vez.

Ray Comfort, Bíblia Evangelismo em Ação, p. 1004, sobre Lc.16.17.

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