
Está provado que a oração restaura, conforta e dá segurança a quem diariamente faz uso dela. A oração é exercício que parte da fé – uma sem a outra não funciona. Entretanto é comum ouvir a pergunta: “Por que Deus não responde à minha oração?”
Esta pergunta é resultado do conflito entre o desejo e uma resposta satisfatória às necessidades pessoais. Muitos – mesmo cristãos – acham que podem fazer exigências a Deus!
Esta pergunta é resultado do conflito entre o desejo e uma resposta satisfatória às necessidades pessoais. Muitos – mesmo cristãos – acham que podem fazer exigências a Deus!
Quanto às nossas necessidades primárias – sustento e abrigo – Deus é misericordioso e responde positivamente às nossas orações. Todavia, muitas vezes confundimos necessidades com desejos, e é exatamente neste ponto que normalmente excedem o que precisamos, desejamos mais do que podemos administrar, a ponto de a satisfação dos nossos desejos podem aumentar ou diminuir nossa auto-estima.
O desejo é uma ansiosa procura por aquilo que se considera produzir segurança pessoal, conforto e proteção. O desejo sempre busca a satisfação íntima e a felicidade pessoal.
Quando Jesus disse: “O que vocês pedirem em meu nome, eu farei” (Jo 14.14), ele estava estendendo seu poder a um pequeno grupo que assumiria a responsabilidade pelo Reino de Deus. Usar essas palavras de Jesus para reivindicar o direito de respostas positivas para seus desejos é negar o senhorio dele sobre a própria vida. A Bíblia nos alerta a esse respeito dizendo:
“Vocês pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres” (Tg 4.3).
Se alguém quer realmente aprender a orar, precisará abrir mão de si mesmo em primeiro lugar. Em seguida deverá considerar o Reino de Deus como prioridade em sua vida. Por último, precisará ser um cristão cuja obediência a Jesus seja vista e conhecida por todos os que o cercam.
Quando a submissão a Jesus é a prioridade em nossa vida, sempre recebemos mais do que esperamos.